The Counselor

14 10 2015

“To partake of the stone’s endless destiny, is that not the meaning of adornment? To enhance the beauty of the beloved is to acknowledge both her frailty and the nobility of that frailty. At our noblest, we announce to the darkness that we will not be diminished by the brevity of our lives.”

tumblr_inline_n39o0kEyIO1qlln78

Anúncios




Perfect sense

12 07 2013

“It’s dark now. But they feel each others’ breath. And they know all they need to know. They kiss. And they feel each others’ tears on their cheeks. And if there had been anybody left to see them, then they would look like normal lovers, caressing each others’ faces, bodies close together, eyes closed, oblivious to the world around them. Because that is how life goes on. Like that.”

20130712-001010.jpg





Mônica de Aquino

21 05 2013

20130521-003854.jpg
O tempo é a pata
que cava a espera

à procura do osso
que enterra.





Dois Poetas na Praia, Ferreira Gullar

7 03 2013

É carnaval,
a terra treme:
um casal de poetas conversa
Na praia do Leme!

Falam os dois de poesia
e dos banhistas
que nunca leram Drummond nem Mallarmé.
– E lerão meu poema?
pergunta ela.
– Alguém vai ler.
– Pois mesmo que não leia
não vou deixar de dizer
o que vejo nesta areia
que eles pisam sem ver.

E o poeta mais velho
sorri confortado:
a poesia está ali
renascida ao seu lado.





Ser poeta

16 11 2012

“Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.”

Fernando Pessoa





As coisas que me disseram…

13 11 2012

“Como uma criança antes de a ensinarem a ser grande,
Fui verdadeiro e leal ao que vi e ouvi.”

Alberto Caeiro





Ser mãe

8 11 2012

Durante muito tempo, ao longo da minha vida, vi com olhos de admiração a forma como minha mãe cuidavam de mim e do meu irmão. Admiração e incompreensão porque para mim não havia algo que explicasse tamanha dedicação. Era surpreso que eu via sue empenho para que aqueles que nasceram de seu ventre estivessem sempre felizes, aconchegados, nutridos e amados.
Achei que jamais conseguiria perceber de forma clara a abnegação de uma mãe… e então li um poema de Wislawa Szymborska, e entendi tudo…

Vietnã

Mulher, como você se chama? – Não sei.
Quando você nasceu, de onde você vem? – Nao sei.
Para que cavou uma toca na terra? – Não sei.
Desde quanto está aqui escondida? – Não sei.
Por que mordeu o meu dedo anular? – Não sei.
Não sabe que não vamos te fazer nenhum mal? – Não sei.
De que lado você está? – Não sei.
É a guerra, você tem que escolher. – Não sei.
Esses são teus filhos? – São.