The Counselor

14 10 2015

“To partake of the stone’s endless destiny, is that not the meaning of adornment? To enhance the beauty of the beloved is to acknowledge both her frailty and the nobility of that frailty. At our noblest, we announce to the darkness that we will not be diminished by the brevity of our lives.”

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Crimes and Misdemeanors, Woody Allen (1989)

23 09 2011

“We’re all faced throughout our lives with agonizing decisions, moral choices. Some are on a grand scale, most of these choices are on lesser points. But we define ourselves by the choices we have made. We are, in fact, the sum total of our choices. Events unfold so unpredictably, so unfairly, Human happiness does not seem to be included in the design of creation. It is only we, with our capacity to love that give meaning to the indifferent universe. And yet, most human beings seem to have the ability to keep trying and even to find joy from simple things, like their family, their work, and from the hope that future generations might understand more.”

Professor Levy, sharing wisdom in this magnificent movie about choices and paths that the life lead us thru.





Invasões Bárbaras

25 05 2011

Em seus últimos instantes de vida, Rémy, reune os amigos e familiares para, com a lucidez que ainda possui, lhes dizer:

“Foi um prazer viver na companhia de vocês, queridos amigos.  É o sorriso de vocês que levo comigo.”

Então, ao final do filme, toca uma linda canção chamada L’amitie, de Jean-Max Rivière, cantada por Françoise Hardy. E os primeiros versos dizem:

Beaucoup de mes amis sont venus des nuages
Avec soleil et pluie comme simples bagages
Ils ont fait la saison des amitiés sincères
La plus belle saison des quatre de la terre





This life came so close to never happen

25 01 2011

“We’ll drive. Keep driving. Head out to the middle of nowhere, take that road as far as it takes us. You’ve never been west of Philly, have ya? This is a beautiful country, Monty, it’s beautiful out there, like a different world. Mountains, hills, cows, farms, and white churches. I drove out west with your mother one time, before you was born. Brooklyn to the Pacific in three days. Just enough money for gas, sandwiches, and coffee, but we made it. Every man, woman, and child alive should see the desert one time before they die. Nothin’ at all for miles around. Nothin’ but sand and rocks and cactus and blue sky. Not a soul in sight. No sirens. No car alarms. Nobody honkin’ atcha. No madmen cursin’ or pissin’ in the streets. You find the silence out there, you find the peace. You can find God. So we drive west, keep driving till we find a nice little town. These towns out in the desert, you know why they got there? People wanted to get way from somewhere else. The desert’s for startin’ over. Find a bar and I’ll buy us drinks. I haven’t had a drink in two years, but I’ll have one with you, one last whisky with my boy. Take our time with it, taste the barley, let it linger. And then I’ll go. I’ll tell you don’t ever write me, don’t ever visit, I’ll tell you I believe in God’s kingdom and I’ll see you and your mother again, but not in this lifetime. You’ll get a job somewhere, a job that pays cash, a boss who doesn’t ask questions, and you make a new life and you never come back. Monty, people like you, it’s a gift, you’ll make friends wherever you go. You’re going to work hard, you’re going to keep your head down and your mouth shut. You’re going to make yourself a new home out there. You’re a New Yorker, that won’t ever change. You got New York in your bones. Spend the rest of your life out west but you’re still a New Yorker. You’ll miss your friends, you’ll miss your dog, but you’re strong. You got your mother’s backbone in you, you’re strong like she was. You find the right people, and you get yourself papers, a driver’s license. You forget your old life, you can’t come back, you can’t call, you can’t write. You never look back. You make a new life for yourself and you live it, you hear me? You live your live the way it should have been. But maybe, this is dangerous, but maybe after a few years you send word to Naturelle. You get yourself a new family and you raise them right, you hear me? Give them a good life, Monty. Give them what they need. You have a son, maybe you name him James, it’s a good strong name, and maybe one day years from now years after I’m dead and gone reunited with your dear ma, you gather your whole family around and tell them the truth, who you are, where you come from, you tell them the whole story. Then you ask them if they know how lucky there are to be there. You all came so close to never happen. This life came so close to never happen.”

James Brogan, in 25th Hour





Le fabuleux destin d’Amélie Poulain

19 01 2011

Ontem assisti mais uma vez o filme, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. É um dos filmes mais lindos e criativos que já vi. Além disso, possui uma trilha sonora belíssima.
Após o filme, me recordei que quando o assisti pela primeira vez, em 2005, escrevi um poema em homenagem à esta personagem cujo mundo e ideias muito me fascinou.
Segue abaixo o poema, junto com a faixa da trilha que mais me encanta. Coloque play na música e depois leia o poema 🙂

Menina Amelie, aprecio o teu dom
de tocar o Universo de forma tão suave
E ainda assim transformar o grande Mundo à sua volta.
de trazer a alegria nas pequenas coisas
E faze-las grandes no seu mundo íntimo.
de colocar ordem em vidas alheias
E ter o coração carregado de sorrisos por ajudar.

Menina Poulain, agradeço por me mostrar
teu Mundo cheio de cores e estética,
suas lindas roupas e seu olhar de inocência,
como sentir o toque de quem se ama,
como amar, na distância de quem não se conhece.

Ah, Amelie, me encanta sua rotina
de fazer magia para o que é trivial.
de esconder-se, fantasiar-se, camuflar-se.
de ter o hábito de estar consigo mesma.
de olhar com carinho o que se tem à volta.

Querida Poulain, conta-me mais
das conversas que falam de muitos dizendo de si,
das manias de menina em meio à cidade,
dos pequenos prazeres, dos amores calados.

Já quase no final, então, silêncio…
um beijo inesperado onde não se beija.
A espera pelo recíproco…
o encontro do que já era sabido.

Noite de prazeres, entrega plena
Vida faceira, no voar dos cabelos
Beijos, beijos, beijos.

1Menino.Só





Taxi Driver, Martin Scorsese

28 11 2010

Loneliness has followed me my whole life. Everywhere. In bars, in cars, sidewalks, stores, everywhere. There’s no escape. I’m God’s lonely man…

Travis Bickle

Sountrack by Bernard Hermann





A Partida, de Yôjirô Takita

30 10 2010

Assisti o filme japônes chamado A Partida, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009. A história relata a vida de Daigo Kobayashi, que fracassa em sua tentativa de tornar-se um violoncelista profissional e retorna à sua cidade natal. Onde possui uma casa, herança de sua mãe falecida.
Atendendo à uma oferta de emprego nos classificados do jornal, ele acaba começando a trabalhar como “Nokanshi”, o profissional que prepara os cadaveres para sua jornada para a próxima vida. No início, ele tem vergonha do seu trabalho e esconde até da própria esposa o que realmente faz em seu novo emprego, mas com o tempo acaba entregando-se com a mesma paixão que dedicava à música a esta sua nova função.
O filme é lindissimo e tem uma delicada forma de apresentar as situações, os ambientes e a própria morte.
Ao longo da história somos inseridos nos ritos e hábitos dos japoneses. É muito interessante ver como eles preparam seus alimentos, como organizam suas casas e como se expressam. Tudo é, ao mesmo tempo, sutil e forte. É uma delícia entrar na casa de seu patrão e ver a interação perfeita entre seus móveis e suas plantas. Vê-los compartilhando uma comida que está sendo feito à sua frente. A esposa de Kobayashi é uma figura adorável e seu sorriso é encantador. É lindo ter alguém assim ao lado, sempre positiva e companheira, mesmo nos momentos mais críticos. Os banhos quentes foram outra coisa que me chamaram a atenção, deve ser muito interessante ter momentos assim inseridos na rotina de uma sociedade. É um momento de descanso e silêncio.
Por falar em silêncio, muita coisa é dita desta forma no filme, apenas pela expressão fisionômica ou corporal. Além disso, a trilha é linda, muitas vezes tocada pelo violoncelo de Daigo.
Porém, o que mais me tocou foi a forma como eles veem a morte. Como uma passagem, uma transição. É claro que há dor, há choro, mas também existe uma certa celebração no ritual ao qual se dedica o personagem principal.
Para mim, o mais lindo de tudo é quando os entes queridos aproximam-se do falecido e lhe agradecem.
– Muito obrigado – eles lhe dizem antes de vê-lo partir.
E existe algo mais louvável do que deixar para os que lhe cercam, para os que lhe conhecem a sensação de gratidão? Pois para mim isto foi muito tocante e me fez decidir que também desejo deixar essa impressão enquanto estiver passando por aqui.
Quero que as pessoas sintam-se felizes por terem me conhecido e realmente saibam que lhes dediquei atenção, amor e a sabedoria das experiências que vivi e pude compartilhar. O filme, portanto, serviu-me para que eu seja mais altruísta. Menos egoísta e mais atencioso. É  uma história que conta sobre a morte, nos fazer valorizar e repensarmos a própria Vida!

Lucas De Nardi