A onda, o que tanto amo

11 04 2016

Desenhe em sua mente
grandes volumes d’água.
Aceleradamente
deslocando-se p’ra costa.

Massas líquidas
marchando como exércitos
rumo ao suicídio
sem trégua, sem ruído.

Fluem, não há pausas.
O vento molda
suas superfícies transparentes.

Eu, menino, sorrio.

Antes de me atirar, valente,
no precipício do oceano.

A onda
o que tanto amo.

1Menino.Só