Por um poema a cada dia – 3/4/12

30 04 2012

Quem é este que me vê atrás de meus pensamentos?
Ou acima deles…

De todos os que sou,
quem é esse que só existe quando não estou?

E quando tudo o que tenho fecha os olhos,
quem é a testemunha que me cuida
e insufla vida em mim…

Acima de tudo o que vejo
há infinito ou recomeço?

Então, alguém me diga,
se a morte é o fim
ou apenas mais uma via…

Lucas De Nardi





13 04 2012

A Vida é maior do que qualquer problema que possamos enfrentar dentro dela.

Lucas De Nardi





Os pensamentos que me visitam nas ruas movimentadas

8 04 2012

Rostos.
Bilhões de rostos na face da terra.
Dizem que cada um é diferente
dos que já se foram e dos que virão um dia.
Mas a Natureza – quem é que a entende? –
cansada do trabalho que nunca acaba
talvez repita suas ideias antigas
e ponha-nos rostos
já usados outrora.

Pode ser Arquimedes de jeans que passa ao seu lado,
a czarina Catarina com roupa de brechó,
um dos faraós de pasta e óculos.

A viúva de um sapateiro descalço
vinda de uma Varsóvia pequenina ainda,
um mestre da gruta de Altamira
levando as netas para o zoológico,
um Vândalo cabeludo a caminho do museu
para se deliciar com os mestres do passado.

Os que tombaram há duzentos séculos,
há cinco séculos,
há meio século.

Alguém levado em carruagem dourada,
alguém levado em vagão de extermínio.
Montezuma, Confúcio, Nabucodonosor,
suas babás, suas lavadeiras e Semíramis
que só fala inglês.

Bilhões de rostos na face da terra.
Meu, seu, de quem –
você nunca saberá. Talvez a Natureza tenha que ludibriar
para dar conta dos prazos e da demanda
e pesque até o que estava submerso
no espelho da deslembrança.

Wisława Szymborska





Os Belos e Malditos, F. Scott Fitzgerald

8 04 2012

“Seus olhos eram macios como sombras.”





Por um poema a cada dia – 15/3/12

4 04 2012

Estou deitado dentro de um sonho
onde cada minuto de fora é uma vida do lado de dentro…

E é tão bom adormecer na cama de meus devaneios
agora que o tempo parece infinito
que me perco em horas que não passam
e experiências que na realidade não vivo…