A Partida, de Yôjirô Takita

30 10 2010

Assisti o filme japônes chamado A Partida, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009. A história relata a vida de Daigo Kobayashi, que fracassa em sua tentativa de tornar-se um violoncelista profissional e retorna à sua cidade natal. Onde possui uma casa, herança de sua mãe falecida.
Atendendo à uma oferta de emprego nos classificados do jornal, ele acaba começando a trabalhar como “Nokanshi”, o profissional que prepara os cadaveres para sua jornada para a próxima vida. No início, ele tem vergonha do seu trabalho e esconde até da própria esposa o que realmente faz em seu novo emprego, mas com o tempo acaba entregando-se com a mesma paixão que dedicava à música a esta sua nova função.
O filme é lindissimo e tem uma delicada forma de apresentar as situações, os ambientes e a própria morte.
Ao longo da história somos inseridos nos ritos e hábitos dos japoneses. É muito interessante ver como eles preparam seus alimentos, como organizam suas casas e como se expressam. Tudo é, ao mesmo tempo, sutil e forte. É uma delícia entrar na casa de seu patrão e ver a interação perfeita entre seus móveis e suas plantas. Vê-los compartilhando uma comida que está sendo feito à sua frente. A esposa de Kobayashi é uma figura adorável e seu sorriso é encantador. É lindo ter alguém assim ao lado, sempre positiva e companheira, mesmo nos momentos mais críticos. Os banhos quentes foram outra coisa que me chamaram a atenção, deve ser muito interessante ter momentos assim inseridos na rotina de uma sociedade. É um momento de descanso e silêncio.
Por falar em silêncio, muita coisa é dita desta forma no filme, apenas pela expressão fisionômica ou corporal. Além disso, a trilha é linda, muitas vezes tocada pelo violoncelo de Daigo.
Porém, o que mais me tocou foi a forma como eles veem a morte. Como uma passagem, uma transição. É claro que há dor, há choro, mas também existe uma certa celebração no ritual ao qual se dedica o personagem principal.
Para mim, o mais lindo de tudo é quando os entes queridos aproximam-se do falecido e lhe agradecem.
– Muito obrigado – eles lhe dizem antes de vê-lo partir.
E existe algo mais louvável do que deixar para os que lhe cercam, para os que lhe conhecem a sensação de gratidão? Pois para mim isto foi muito tocante e me fez decidir que também desejo deixar essa impressão enquanto estiver passando por aqui.
Quero que as pessoas sintam-se felizes por terem me conhecido e realmente saibam que lhes dediquei atenção, amor e a sabedoria das experiências que vivi e pude compartilhar. O filme, portanto, serviu-me para que eu seja mais altruísta. Menos egoísta e mais atencioso. É  uma história que conta sobre a morte, nos fazer valorizar e repensarmos a própria Vida!

Lucas De Nardi





Enquanto a tarde perde-se em cores

30 10 2010

 

Uma leve porção de vento passeia pela cidade
Entra pelas frestas, visita minha casa.
Os últimos raios do dia aquecem meu rosto
Apenas sorrio…
Enquanto a tarde perde-se em cores.

1Menino.Só





A ideia de nós mesmos

29 10 2010

Muitas vezes eu me questiono…
o quanto eu penso que faço bem para as pessoas
e o quanto eu efetivamente faço.

Lucas De Nardi





Com o tempo…

22 10 2010

Com o tempo, mas vagarosamente
eu puxarei um fio do seu vestido
enquanto você caminha para o outro lado.

Cada passo dado, cada metro afastado
fará menos da trama
dos sentimentos que bordamos.

Teu traje, de longe visto,
parecerá qualquer coisa que não é.
O sorriso sumirá
na curva longa do horizonte.

E sendo novo teu caminho
cada passo é desconhecido
lhe faltará tempo para olhar pra trás.

Enquanto, nas mão pequenas,
trarei um traço do que fomos.

Aquilo que outrora utilizamos
para criar o que vivemos.

Amoroso





Caetano sabe tudo…

22 10 2010

“Eu sou do Sol! Eu quero ser feliz e lúcido.”
No documentário Coração Vagabundo

 





Boa Noite

17 10 2010

Há muita beleza nas coisas para que os olhos se fechem ante elas

Ouço pássaros anunciando o dia vindouro.
O Sol, em breve, lhes fará companhia
Cegando as estrelas que zelaram pela Noite
Agora sei que posso dormir.

Mesmo tendo certas convicções…
Há muita beleza nas coisas para que os olhos se fechem ante elas.

1Menino.Só





Felicidade, me espera!

7 10 2010

Tenho esperado muito de pessoas e situações para ser feliz… cansei de entristecer… vou ver o dia nascer no mar e ter os olhos sorrindo com isso.

Lucas