Trata-se de um olhar inocente e puro das coisas da vida. e ele é somente um menino, portanto, 1 menino só. porém, o seu nome também expõe seu aspecto solitário, já que ele é um amante das madrugadas, da lua, do silêncio e da imobilidade que as coisas tem durante as horas em que as estrelas brilham. Fala das coisas bonitas, da pureza, da noite, da vida e de meninices. Como ele mesmo se descreve “Lhe digo que sou Menino crescido neste Mundo adoidado, Sou um Suspiro profundo e um Sorriso bem largo”.


Um menino formado em silencio, como diria o mestre palavreiro inventor pantaneiro Manoel.
Soh as coisas rasteiras me celestam.
Eu tenho cacoete pra vadio.
As violetas me imensam.
As coisas tinham para nohs uma desutilidade poetica. Nos fundos do quintal era muito riquissimo o nosso dessaber.
Eu trago das minhas raises crianceiras a visao comungante e oblicua das coisas. Eu sei dizer em pudor que o escuro me ilumina. Eh um paradoxo que ajuda a poesia e que eu falo sem pudor.
Tudo saido da pena do Manoel de Barros