O vento, só solidão

18 03 2014

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Mergulhei no mar, os sonhos
nas ondas vieram até a areia

Tortas estradas me trouxeram à praia
onde a vida é nova, como o dia

Colhi nas mãos, a água fria
toquei no rosto um pedaço de azul

As estrelas cantavam o infinito
O vento, só solidão…





Senão estando ali

7 01 2014

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Naqueles dias, não pensava muito
a vida ardia em demasia…
para que eu pudesse pensá-la

Não há espaço para pensamento
onde a vida é imensa

Não pensava também no tempo
Pois o presente engolia tudo
E o passado parecia estrela distante
que se põe no horizonte…

N’algum momento chegaria o futuro
Não havia pressa para conhecê-lo

A vida, assim, se compunha
em experimentar o tempo
não de outra maneira
senão estando ali.

Lucas De Nardi





Para onde?

13 11 2013

Para onde vai o futuro
que sonhamos outrora
mas que as horas
do que vivo agora
não o constroem?

Para onde vão as ideias
de quando as mãos
andavam dadas
já que agora seguro o nada
e nenhum pouso é chão?

Para onde foram as palavras
escritas na brisa da praia
largadas nas pernas do vento
se agora é o silêncio
que me abraça solitário?

Amoroso





…a urgência da vida

16 07 2013

O “para sempre” me oprime…
Por isso, amo tanto a urgência da vida.

Lucas De Nardi





Perfect sense

12 07 2013

“It’s dark now. But they feel each others’ breath. And they know all they need to know. They kiss. And they feel each others’ tears on their cheeks. And if there had been anybody left to see them, then they would look like normal lovers, caressing each others’ faces, bodies close together, eyes closed, oblivious to the world around them. Because that is how life goes on. Like that.”

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Tentei ser poesia

28 05 2013

tomie ohtake

tentei ser poesia
mas meus olhos vazios
não rimavam em parte alguma

mudei de lado
quis ser verso cantado
e minhas mãos
não agarravam canção nenhuma

bateu-me um cansaço eterno
fui ser imagem congelada no tempo
nada feito
não conseguia ouvir o vento
e enjoei de estar parado

pintei a lingua de doce
gritei filosofias baratas
vomitei verdades cruas
mas andar nas pedras
cansou-me as pernas

ajoelhei no chão de terra
cobri a pele de luz
mas o sol ofuscava-me tanto
tal como um prazer machucando
que a sombra perdeu a cor

a flor me emprestou seu perfume
pra eu ser parcela viva de sua história
mas cai na gota da tempestade
senti o gosto das coisas que desabam

amparei-me no tempo
desapareci na curva
morri
pr’os olhos desatentos

Lucas De Nardi





Mônica de Aquino

21 05 2013

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O tempo é a pata
que cava a espera

à procura do osso
que enterra.








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